O Sertão vai virar Mar

11/08/2017

Este é o rascunho, mesmo já estando finalizado e revisado, apresento o rascunho. Para ainda sim, ser inédito ao ser publicado.

Então lhes mostro o 1° capítulo do conto "o sertão vai virar mar".

Para que compreenda o desenrolar, o personagem 1 é quem conta a história do personagem 2. Sendo neste primeiro capítulo apenas o personagem 1 aparece.

A introdução, tem seu desfecho no final. Porém para ajudar o leitor já no primeiro capítulo deixo uma pista para desvendar o enigma.

Boa leitura.

INTRODUÇÃO

Curtas Tardes

em ciclos curtos

círculos eu faço,

a, eu coloco

em ciclos, eu passo

martírios, de fato

em círculos aguardados

Agradáveis curtas tardes

NAUFRAGO

(, nem sempre... Nem sempre...meu amigo)

2014®


O Sertão vai virar Mar (conto)

2015®


Capítulo Primeiro

...Lá em uma cidadezinha, lá no Agreste de Pernambuco, lá nasceu um menino tão travesso e serelepe; que todas as noites deitada rolada na cama, que tinha uma porção de sonhos...

Que queria voar, porém tinha medo de altura; que queria ir à guerra; porém não queria matar; que queria ser rico, mas teria vergonha se assim fosse. ...

Certa vez, em um velho disco de vinil Ele leu: o sertão vai virar mar...

Indagou-se sozinho, Ele sorria; e como dava gargalhadas, risadas com tal desparate...

E imaginava criando figuras, imagens dos cenários, conseguia ver tudo aquilo acontecendo. ...

Logo, por saber manusear vitrola, ao lado do aparelho de som ouvia a música; Ele sonhava...

Ele fazia ser possível ao menos em sua imaginação, e como seria bom, Ele pensava... Mas como realmente tudo aquilo poderia acontecer. ...

O tempo passou não só para aquele pequeno menino que nasceu bom; que saiu pelo mundo que andou em ruas escuras, que adentrou em outras sem saída; que vou mais alto, acima dos pássaros; que também fez guerras, que chegaram às suas consequências finais; e Ele...

Pois a sua soberba, orgulho, egoísmo agravado antes de tornar-se rico o levará a sentir igual ou mesmo maior vergonha, que tanto temia quando criança...

Ele percebeu por mais que tinha feito coisas dignas de um herói, e foi também herói! O que Ele viu, ouviu, lhe ensinaram, não só senti, cultivar, proliferar, nos caminhos que a "falsa liberdade" o levarão.., acabou por ser mal... .

Contudo, Ele entendeu, que assim como foi bom, Ele foi mal; Que escolheu "ser"! Se sugestionado, influenciado agora não fazia mais diferença... .

A questão era voltar a ser criança, voltar a ser puro, voltar a ser bom; e já sabia a diferença, sabendo a diferença entre um e outro agora, ficará bem mais fácil escolher, quando se sabe e vive o resultado final... .

Ele já deitava e enrolava agora no mundão, mas continuava a deitar e rolar na cama como quando criança o perturbava-animava a retirada das vendas da "falsa liberdade"...

Nesse instante ouviu ao longe: o sertão vai virar mar, e como se voltasse no tempo, e voltou!

No tempo que tudo era possível, tudo se podia fazer tudo se poderia construir, inventar, criar, substituir, tudo era tão simples...

Era só brincar, era só estudar, era só sonhar e fazer muita arte. Na arte da bagunça, na qual fôra um mestre; e nesta tinha até seus discípulos e se eram fiéis ou não, até Jesus foi traído pregado na cruz, negado pelos seus... Então concluia tanto faz!

Ele rolava na temida cama de pedra e ainda assim era bom, ao pensar que rolava...

Que não estava estático imóvel mortalmente morto...

Se perguntava...

Ele se perguntava: será uma pergunta, será uma afirmação; na sua introspecção de longas horas resolve. Os dois! Torna dias depois, e redefini: nada! Nem afirma, nem pergunta! O sertão vai virar mar.

O tempo continuar passar...

Descobri na prática e quase tudo o que leu, alguém já o falará um dia, e não compreendia porque complicavam tanto os tais pensadores para explicar coisas, fatos tão simples.

Será que era para não entendermos, valorizar o que seria simples, algo simples? Pensava talvez, o valor de um segredo é que não seja revelado. Então é isso! Segredos tão mal guardados, deveriam tornar-se, voltarem a ser segredos confidenciais, para serem revelados com toda pompa e glória.

E torna-se tudo tão novo e surpreendente que o chamaremos de grandes pensadores da humanidade... Porém quando surpreendido por frases destes tais pensadores, o mundo se abri, e sim, se tornava tudo tão novo...

Uma das preferidas dele era uma que dizia mais ou menos assim: tudo que é possível hoje, ontem era-foi impossível, até que alguém resolveu desafiar aquele impossível o tornando possível, e temos avião, carro, privada...

E vinha um ar uma felicidade do seu rosto, seguindo as gargalhadas e murmúrios...

Era contagiante, assim como quando criança, que ia falar com sua Mãe, de suas impressões com todas generalizações e distinções para que realmente aquilo torna-se ainda mais grandioso e fantástico.

E Ele, e nós, já sabiamos virá nos contar o que estava pensando só aguardava a deixa: tu é maluco! Tá rindo! Falando sozinho! Às vezes a empolgação é tanta que vinha antes mesmo de falarmos algo.

Assim o entendo, o vejo...

Pensava Ele, o quanto ela belo a lógica, a razão tudo aquilo que se agrupava, que em consequência validada tais afirmações inimaginaveis, mais para quem não sonhava; sempre resaltava!

Então para aliviar toda a dor que sentia, tuda aquela angústia que o consumia, o remorso e medo...

Ele sonhava... Ele amava..., inocente, romântico, utópico, puro, e será por isso chamado de tolo, não importava, não se importava para Ele era um exercício; era bom, porque fazia bem; não só a Ele.

Assim ele voltava a ser bom, que bom dizia Ele, somos todos e de nascença. Nos ensinaram a pensar, agir mal; se pensarmos mal, fazemenos o mal.

E foi assim naquela "curta tarde".

O sertão virou mar, ao menos para nós dois...



Notas:

*Antônio Vicente Mendes Maciel, mais conhecido na História do Brasil como Antônio Conselheiro, que se autodenominava "o peregrino", foi um líder religioso brasileiro.

Nascimento: 13 de março de 1830, Quixeramobim, Ceará

Falecimento: 22 de setembro de 1897, Canudos, Bahia

Nacionalidade: Brasileiro

** Música: "O sertão vai virar mar" que parece ser o nome original SOBRADINHO.

De: Sá e Guarabyra é uma dupla musical brasileira formada em 1971 pelos compositores e cantores Luíz Carlos Pereira de Sá e Guttemberg Nery Guarabyra Filho.

A conheci, cantada por Luís Gonzaga, e Trio Nordestino.