Brevemente farei a primeira postagem com os primeiros materiais recebidos.

A idéia de abrir de fato o site para outros autores mesmo não colocando o arquivo em PDF liberado, foi de um amigo poeta; já na porta da Biblioteca Nacional veio a sugestão de uma hoje amiga, para "abrir um espacinho" em suas palavras, aos visitantes como ela, que desejam postar seus textos, poesias...

Deixo claro que a razão de ter que enviar o material via e-mail para ser postado é: não haver ataques, coisas do tipo a pessoas ou grupos. E questão de autoria. Em breve será liberada a página para cadastro e envio de material, "um passo por vez!"

Assim, sejam bem vindos!

Envie seus textos, dicas etc.. contribuir.autor@gmail.com

Pode usar qualquer imagem que tenha autorização, não tem que ser foto pessoal, e nem nome de registro.

Aceito Ajuda para tocar o Barco, e sgestões....

Também críticas fraternais!


Érika di Sardo

[Inédito! Este Prefácio é um presente de "Érica" ao autor "Ploris" ou "Flores" como a mesma gosta. Por este livro sofrer censura do próprio autor, tornou-se ... Érica não apenas "o minino Plores que vai a escola", mais este "sem palavras, chocante" Prefácio; que já indicava que o menino se tornaria um homem. Segue o Prefácio... Dívirta-si!!!] 

PREFÁCIO

Numa tarde me dei conta transformada numa gigantesca seringueira. Estava plantada, estática, raiz forte emaranhada na terra. No meu tronco havia uma fenda, pela qual escorria fina minha seiva. Ploristênio di Sardo, seringueiro, ao ver a fenda aberta começou com sua poesia afiada a abrir cortes mais profundos.

Escorreu tanta seiva que transbordando o pote encharcou o solo. Eu não podia mais ficar ali, tive que me mover - sob pena de morrer. Eis que olho para baixo, minhas raízes se transformaram em tentáculos e, assim, rastejando, saí do meu lugar. Rastejando e não andando porque ainda me custava muito caminhar. Mas não desisti, insisti porque a seiva não parava de jorrar.

Não se iluda, caro leitor. O seringueiro, interesseiro, só quer mesmo explorar. Seguiu tirando minha seiva, pronto para me usar.

A cada movimento, um tormento e ao mesmo tempo um despertar... o seringueiro me seguia com sua poesia a me cortar. De repente, me percebo, tenho pernas, braços e posso criar. Preciso de um espelho, URGENTE, um espelho e Meu Deus, o que vejo? Em uma di Sardo fui me transformar.

***

Só os loucos entendem a viagem, fugir da doença da normalidade, sonhar e realizar.

Espero, leitor, que esses versos façam por vc um pouco do que fizeram por me.

Textos nada mais que textos, tudo a se transformar.

Sem +.

Érika di Sardo

2014, São Paulo.